sábado, 31 de outubro de 2009

[LIVRO] - ALVES BARBOSA / 700 000 KMS A PEDALAR - JOSÉ MAGALHÃES CASTELA






Autor: José Magalhães Castela
Ano: 2005
Editora: Sete Caminhos 2005
Páginas: 200
Género: Biografia
Nota: 4 / 10





[SINOPSE]

Este livro é um dos maiores contributos para a História do Ciclismo em Portugal e constitui um documento notável.

[OPINIÃO]

Sob um título que impressiona e que desde logo nos remete para uma vida inteira de ciclismo e para números que muito poucos na esfera ciclista alguma vez poderão alcançar, é lançado mais um livro / entrevista.

Esperava muito deste livro que narra os maiores feitos, quicá, do segundo maior ciclista português de todos os tempos, de seu nome Alves Barbosa, atrás do prodígio, força da natureza, Joaquim Agostinho.

Alves Barbosa, para além de um grande cidadão e grande emblema do desporto português, conquistou inúmeros sucessos, quer em Portugal, quer por esse mundo fora - França, Espanha, Brasil, Marrocos.

Entre os seus maiores feitos, destacam-se três vitórias na volta a Portugal, trinta e quatro vitórias em etapas da volta - o que ainda hoje constitui um recorde, vitórias em etapa, na volta a Espanha e Marrocos, várias vezes campeão nacional de estrada e muitas vitórias em circuitos e critérios de um dia, o que perfaz um currículo vastíssimo e interessante.

Na estrada era irrequieto e irreverente, tentando atacar constantemente, mostrando sempre a sua superioridade. Bom no contra relógio e bom finalizador, defendia-se também muito bem na montanha.

Este livro, infelizmente, muito parecido ao livro do mesmo autor dedicado ao velho Lau, cai no mesmo erro, ou seja, transportar muito do que foi falado e gravado para o papel, não na forma de uma história, densa e elaborada, mas na forma de uma entrevista, extremamente objectiva, o que dificulta a assimilação de alguns nomes e temas a alguém bem mais novo e de outra geração. Apesar de ser ler bem, falta o enredo (talvez falar mais da vida quotidiana do ciclista e do seu habitat) e talvez alguma ficção, o que tornaria este livro bem mais enriquecedor e mais valioso para o espólio do ciclista. Algo presente, em livros sobre outros ciclistas.

Mesmo assim, consegue-se entrar na época e viver alguns dos momentos mais marcantes na vida de Alves Barbosa.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

[LIVRO] - A MALINCHE - LAURA ESQUIVEL





Autor: Laura Esquivel
Ano: 2006
Editora: Sicidea 2009
Páginas: 159
Género: Romance
Nota: 6 / 10





[SINOPSE]

O trágico e apaixonante romance entre Hernán Cortés e a índia Malinalli (a sua intérprete durante a conquista do império asteca), num livro que nos desvenda o mito fundador da cultura híbrida do Novo Mundo e nos conta uma extraordinária história de amor.

Quando a índia Malinalli conhece Cortés, assume que se trata do próprio deus Quetzalcóatl, que regressa para libertar o seu povo. Os dois apaixonam-se loucamente, mas esse amor será destruído pela desmedida sede de conquista, poder e riqueza de Cortés, um dos mais importantes conquistadores espanhóis. Audaz e engenhoso numa época de grandes heróis, Cortés foi o único que chegou a conhecer a fundo os indígenas americanos. O grande valor estratégico de Malinalli, sua tradutora e intérprete, converteu-a numa personagem-chave na colonização da América e nas relações entre a coroa espanhola e os diferentes povos indígenas. A história do México acabaria por reservar a Malinalli outro papel, o de traidora do seu próprio povo, mas as investigações históricas recentes mostram que foi a mediadora entre duas culturas, a hispânica e a nativa americana, e entre duas línguas, o espanhol e o náhuatl.

Com a queda do império Asteca como pano de fundo, Laura Esquível desafia a mitologia tradicional através do retrato apaixonado do Adão e da Eva da cultura mestiça: Cortés e Malinalli

[OPINIÃO]

A malinche é um livro que nos conta a história passional de Hernán Cortés e Malinalli, um explorador espanhol e uma índia, e os vários acontecimentos bélicos e amorosos, desde que Cortés chegou ao México - onde se pensou que era o próprio Deus Quetzalcoatl, o que provocou grande medo e reverência por parte dos indígenas, e a sede do capitão espanhol por riqueza e conquista, o que provocou a morte de milhares e a destruição de muitas cidades do império Azteca.

Este livro conta também toda a história da índia Malinalli desde a nascença até à idade adulta o que nos permite conhecer muitos rituais, crenças e medos desta civilização perdida.

A escrita de Laura Esquivel é simples, sem grandes adornos, recorrendo a um vocabulário onde não é preciso estar constantemente a usar o diccionário, o que faz com que o ritmo de leitura seja alto, apenas perturbado pela consulta das notas do autor no final do livro - sorte serem muito poucas e pelos nomes, quer de cidades quer de pessoas, extremamente incómodos de se ler e que me causaram sempre alguma estranheza, derivado em grande parte por ter lido muito poucos livros sobre os azetecas / maias .

As imagens que vão aparecendo no livro, não sei se presentes apenas nesta edição, no meu entender, não o tornam mais rico nem me provocaram nenhuma emoção em especial.

A colecção da revista sábado, aliada ao facto dos livros serem muito baratos, antes um euro e agora um euro e meio, tem-me permitido tomar conhecimento com muitas obras e autores, que de outra maneira nunca compraria e nunca teria o prazer de ler. Apesar de muitas vezes a temática e o enredo não me despertarem o interesse de um livro de FC ou de fantasia e de por vezes, a digestão desses mesmos livros ser mais difícil, mesmo assim, acho que estou no bom caminho para perceber e assimilar os grandes livros reconhecidos mundialmente.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

[LIVRO] - O SEGREDO DE COPÉRNICO - JEAN LUMINET




Autor: Jean Luminet
Ano: 2006
Editora: Presença 2009
Páginas: 126
Género: Biografia romanesca
Nota: 7 / 10





[SINOPSE]

Sob a forma de uma biografia romanesca, O Segredo de Copérnico permite-nos descobrir aspectos da pessoa que se esconde por trás da figura deste extraordinário pensador e da sua vida. No início do século XVI, em Cracóvia, Copérnico vive numa época controversa, exercendo as suas múltiplas funções de astrólogo, médico e de homem da Igreja. Ainda assim, Copérnico prossegue as suas investigações sobre a organização do Cosmos, tal como a haviam estabelecido Ptolomeu e Aristóteles séculos antes, derrubando-a e colocando o Sol no centro do nosso Universo. Este romance pinta com forte colorido uma época de grandes mudanças, iluminando os debates teológicos e científicos de então.




[OPINIÃO]

Este livro, como o título indica fala de Copérnico, um dos maiores cientistas do século XV e XVI. O polaco, apesar de não ter sido o primeiro homem a propor que era a terra que girava à volta do sol e não ao contrário, foi o primeiro a documentar esse facto e a fortalecer uma teoria heliocêntrica.

Este livro, propõe-se e acho que o consegue, a contar-nos a história deste grande homem, de uma maneira diferente, ou seja, mais que um livro de ciência, estamos perante um romance que nos conta toda a vida de Copérnico, as suas aventuras e desventuras, os seus romances as suas lutas e disputas, tudo o que se foi passando à medida que ele edificava a sua obra e passava para o Olimpo dos que serão para sempre lembrados.

Luminet, com muitos factos ficcionais e histórias, consegue transportar-nos para a época e para toda a envolvente que rodeiam o génio. As alusões científicas não são em grande número nem monótonas o que faz com que a leitura seja fluída.

Bom livro, que me fez lembrar muitos livros que li da colecção ciência aberta da gradiva.

[LIVRO] - MEMÓRIAS DE UMA CANTORA ALEMÃ - WILHELMINA SCHRODER

[LIVRO] - OS FILHOS DO FLAGELO - FILIPE FARIA

[LIVRO] - O ENIGMA DAS CARTAS ANÓNIMAS - AGATHA CHRISTIE