terça-feira, 10 de novembro de 2009

[LIVRO] - MEMORIAL DO CONVENTO - JOSÉ SARAMAGO


Autor: José Saramago
Ano: 1983
Editora: Caminho 1983
Páginas: 358
Género: Romance Histórico
Nota: 9 / 10
[SINOPSE]
Era uma vez um rei que fez promessa de levantar convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido.


[OPINIÃO]


Este livro começa com uma promessa de Dom João V de construir um imponente mosteiro em Mafra, caso a sua mulher, Maria Ana da Áustria, lhe desse um herdeiro à coroa de Portugal.

Seguidamente, conta-nos a história, de Baltasar sete sóis, Blimunda sete luas e o padre Bartolomeu o aviador, na sua demanda pela construção de uma passarola, precursora do avião,que sobrevoasse os céus a grande altura, movida apenas pela vontade das pessoas.

Todo o processo, moroso e complicado, extenuante e perturbador, da construção da passarola e do convento de Mafra, são descritos ao pormenor no livro.

Segundo livro que leio de Saramago e segunda opinião muito boa sobre o autor. Este livro, foi apenas, para mim, o melhor livro que li este ano.

Espectacular, um hino ao bem escrever, uma obra que espero, seja delapidada por todas as escolas de Portugal e que fique para sempre na memória de quem a lê.

Este livro é fortemente marcado, pelas ideologias do autor e é uma crítica constante, tanto à igreja como ao Reinado de Dom João V. Estando este par, fortemente conotado com luxúrias, soberba, gastos e fornicações.

A escrita do autor, os seus grandes parágrafos, a falta de marcação de diálogos, a pontuação estranha e a construção de frases invulgar, quando completamente assimilada, provoca no autor, um deleite e prazer espectacular. Confesso que a leitura deste livro, foi toda ela, sem pressas, a conta gotas, assimilando cada frase e expressão.

Os factos narrados, apesar de a fantasia também estar presente, dão-nos uma perspectiva muito real da envolvente sócio-cultural e da história da altura em que viveu e reinou Dom João V.

Também presente no livro e não menos importante, está o romance de Baltasar e Blimunda, épico e platónico, e todas as suas vivências ao longo das suas vidas.

Espectacular também é a descrição de algumas etapas da construção do mosteiro de Mafra.

Falhei por pouco, a aquisição de um pack promocional na Fnac, que incluía, O evangelho segundo Jesus Cristo e Caim, que seriam sem dúvida, paragens obrigatórias para a continuação da leitura da obra do autor.

Estranhei, também, que esta obra prima da literatura, tenha tão pouco ou quase nada escrito na wikipedia. A julgar pelas tiragens - a edição que li era a quadragésima quarta, este romance já foi lido por muitos milhares de portugueses.

sábado, 31 de outubro de 2009

[LIVRO] - ALVES BARBOSA / 700 000 KMS A PEDALAR - JOSÉ MAGALHÃES CASTELA






Autor: José Magalhães Castela
Ano: 2005
Editora: Sete Caminhos 2005
Páginas: 200
Género: Biografia
Nota: 4 / 10





[SINOPSE]

Este livro é um dos maiores contributos para a História do Ciclismo em Portugal e constitui um documento notável.

[OPINIÃO]

Sob um título que impressiona e que desde logo nos remete para uma vida inteira de ciclismo e para números que muito poucos na esfera ciclista alguma vez poderão alcançar, é lançado mais um livro / entrevista.

Esperava muito deste livro que narra os maiores feitos, quicá, do segundo maior ciclista português de todos os tempos, de seu nome Alves Barbosa, atrás do prodígio, força da natureza, Joaquim Agostinho.

Alves Barbosa, para além de um grande cidadão e grande emblema do desporto português, conquistou inúmeros sucessos, quer em Portugal, quer por esse mundo fora - França, Espanha, Brasil, Marrocos.

Entre os seus maiores feitos, destacam-se três vitórias na volta a Portugal, trinta e quatro vitórias em etapas da volta - o que ainda hoje constitui um recorde, vitórias em etapa, na volta a Espanha e Marrocos, várias vezes campeão nacional de estrada e muitas vitórias em circuitos e critérios de um dia, o que perfaz um currículo vastíssimo e interessante.

Na estrada era irrequieto e irreverente, tentando atacar constantemente, mostrando sempre a sua superioridade. Bom no contra relógio e bom finalizador, defendia-se também muito bem na montanha.

Este livro, infelizmente, muito parecido ao livro do mesmo autor dedicado ao velho Lau, cai no mesmo erro, ou seja, transportar muito do que foi falado e gravado para o papel, não na forma de uma história, densa e elaborada, mas na forma de uma entrevista, extremamente objectiva, o que dificulta a assimilação de alguns nomes e temas a alguém bem mais novo e de outra geração. Apesar de ser ler bem, falta o enredo (talvez falar mais da vida quotidiana do ciclista e do seu habitat) e talvez alguma ficção, o que tornaria este livro bem mais enriquecedor e mais valioso para o espólio do ciclista. Algo presente, em livros sobre outros ciclistas.

Mesmo assim, consegue-se entrar na época e viver alguns dos momentos mais marcantes na vida de Alves Barbosa.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

[LIVRO] - A MALINCHE - LAURA ESQUIVEL





Autor: Laura Esquivel
Ano: 2006
Editora: Sicidea 2009
Páginas: 159
Género: Romance
Nota: 6 / 10





[SINOPSE]

O trágico e apaixonante romance entre Hernán Cortés e a índia Malinalli (a sua intérprete durante a conquista do império asteca), num livro que nos desvenda o mito fundador da cultura híbrida do Novo Mundo e nos conta uma extraordinária história de amor.

Quando a índia Malinalli conhece Cortés, assume que se trata do próprio deus Quetzalcóatl, que regressa para libertar o seu povo. Os dois apaixonam-se loucamente, mas esse amor será destruído pela desmedida sede de conquista, poder e riqueza de Cortés, um dos mais importantes conquistadores espanhóis. Audaz e engenhoso numa época de grandes heróis, Cortés foi o único que chegou a conhecer a fundo os indígenas americanos. O grande valor estratégico de Malinalli, sua tradutora e intérprete, converteu-a numa personagem-chave na colonização da América e nas relações entre a coroa espanhola e os diferentes povos indígenas. A história do México acabaria por reservar a Malinalli outro papel, o de traidora do seu próprio povo, mas as investigações históricas recentes mostram que foi a mediadora entre duas culturas, a hispânica e a nativa americana, e entre duas línguas, o espanhol e o náhuatl.

Com a queda do império Asteca como pano de fundo, Laura Esquível desafia a mitologia tradicional através do retrato apaixonado do Adão e da Eva da cultura mestiça: Cortés e Malinalli

[OPINIÃO]

A malinche é um livro que nos conta a história passional de Hernán Cortés e Malinalli, um explorador espanhol e uma índia, e os vários acontecimentos bélicos e amorosos, desde que Cortés chegou ao México - onde se pensou que era o próprio Deus Quetzalcoatl, o que provocou grande medo e reverência por parte dos indígenas, e a sede do capitão espanhol por riqueza e conquista, o que provocou a morte de milhares e a destruição de muitas cidades do império Azteca.

Este livro conta também toda a história da índia Malinalli desde a nascença até à idade adulta o que nos permite conhecer muitos rituais, crenças e medos desta civilização perdida.

A escrita de Laura Esquivel é simples, sem grandes adornos, recorrendo a um vocabulário onde não é preciso estar constantemente a usar o diccionário, o que faz com que o ritmo de leitura seja alto, apenas perturbado pela consulta das notas do autor no final do livro - sorte serem muito poucas e pelos nomes, quer de cidades quer de pessoas, extremamente incómodos de se ler e que me causaram sempre alguma estranheza, derivado em grande parte por ter lido muito poucos livros sobre os azetecas / maias .

As imagens que vão aparecendo no livro, não sei se presentes apenas nesta edição, no meu entender, não o tornam mais rico nem me provocaram nenhuma emoção em especial.

A colecção da revista sábado, aliada ao facto dos livros serem muito baratos, antes um euro e agora um euro e meio, tem-me permitido tomar conhecimento com muitas obras e autores, que de outra maneira nunca compraria e nunca teria o prazer de ler. Apesar de muitas vezes a temática e o enredo não me despertarem o interesse de um livro de FC ou de fantasia e de por vezes, a digestão desses mesmos livros ser mais difícil, mesmo assim, acho que estou no bom caminho para perceber e assimilar os grandes livros reconhecidos mundialmente.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

[LIVRO] - O SEGREDO DE COPÉRNICO - JEAN LUMINET




Autor: Jean Luminet
Ano: 2006
Editora: Presença 2009
Páginas: 126
Género: Biografia romanesca
Nota: 7 / 10





[SINOPSE]

Sob a forma de uma biografia romanesca, O Segredo de Copérnico permite-nos descobrir aspectos da pessoa que se esconde por trás da figura deste extraordinário pensador e da sua vida. No início do século XVI, em Cracóvia, Copérnico vive numa época controversa, exercendo as suas múltiplas funções de astrólogo, médico e de homem da Igreja. Ainda assim, Copérnico prossegue as suas investigações sobre a organização do Cosmos, tal como a haviam estabelecido Ptolomeu e Aristóteles séculos antes, derrubando-a e colocando o Sol no centro do nosso Universo. Este romance pinta com forte colorido uma época de grandes mudanças, iluminando os debates teológicos e científicos de então.




[OPINIÃO]

Este livro, como o título indica fala de Copérnico, um dos maiores cientistas do século XV e XVI. O polaco, apesar de não ter sido o primeiro homem a propor que era a terra que girava à volta do sol e não ao contrário, foi o primeiro a documentar esse facto e a fortalecer uma teoria heliocêntrica.

Este livro, propõe-se e acho que o consegue, a contar-nos a história deste grande homem, de uma maneira diferente, ou seja, mais que um livro de ciência, estamos perante um romance que nos conta toda a vida de Copérnico, as suas aventuras e desventuras, os seus romances as suas lutas e disputas, tudo o que se foi passando à medida que ele edificava a sua obra e passava para o Olimpo dos que serão para sempre lembrados.

Luminet, com muitos factos ficcionais e histórias, consegue transportar-nos para a época e para toda a envolvente que rodeiam o génio. As alusões científicas não são em grande número nem monótonas o que faz com que a leitura seja fluída.

Bom livro, que me fez lembrar muitos livros que li da colecção ciência aberta da gradiva.

[LIVRO] - MEMÓRIAS DE UMA CANTORA ALEMÃ - WILHELMINA SCHRODER

[LIVRO] - OS FILHOS DO FLAGELO - FILIPE FARIA

[LIVRO] - O ENIGMA DAS CARTAS ANÓNIMAS - AGATHA CHRISTIE

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

[LIVRO] - O RETRATO DO SR W. H. - OSCAR WILDE




Autor: Oscar Wilde
Ano: 1889
Editora: Quasi 2008
Páginas: 94
Género: Ficção
Tradutor: André Pinto
Nota: 7 / 10





[SINOPSE]





[OPINIÃO]

Mais um pequeno livro, lido de rajada, do qual gostei bastante que é sem dúvida uma grande narrativa.

O livro fala-nos de dois amigos, a um dos quais foi passada, tragicamente, a suposição de que, o livro de sonetos de Shakespeare, não foi dirigido, como na altura se pensava, a uma pessoa da realeza, mas sim a um actor, jovem e belo, de cabelos claros, da companhia de Shakespeare, pelo qual, o dramaturgo, sentia algo mais que admiração.

A partir de aí vai-se desenrolando uma narrativa, fortemente incrustada, com os sonetos do génio de Shakespeare, onde se desenvolvem suspeitas e se alicerçam hipóteses de que o livro terá sido mesmo escrito para um jovem rapaz, actor.

O livro é pequeno, mas lança teorias de conspiração e levanta sérias dúvidas sobre a autenticidade de algo que é unanimemente aceite, tendo que ser levado em conta, como uma óptima narrativa de ficção.

A temática, deste fantástico livro, vai de encontro, ao que hoje em dia tanto vende e sobre o qual tantos autores têm escrito e explorado.

Bom livro, um daqueles clássicos, que por ser tão pequeno, é quase impossível deixar de ler.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

[LIVRO] - A VOZ SUBTERRÂNEA - FIODOR DOSTOIÉVSKI



Autor: Fiodor Dostoiévski
Ano: 1864
Editora: Quasi 2008
Páginas: 126
Género: Romance
Nota: 7 / 10





[SINOPSE]





[OPINIÃO]

Depois de algum tempo sem escrever aqui no blog. Depois de muitas horas perdidas a ver mais de cem episódios de Naruto, do qual fiquei fã, depois de muito pensar e meditar por não poder andar de bicicleta, depois de dois meses em que as leituras se cingiram apenas a três livros e em que acabar esses mesmos três livros se tornou uma tarefa árdua e extenuante, eis que regresso às leituras com este pequeno livro de Fiodor Dostoiévski.

Decidi-me por ele, por ser pequeno, e não me levar muito tempo a ler, o que nesta altura é a melhor solução para mim.

O livro, é um pequeno armazém de memórias de um um russo como outro qualquer que interiormente se debate com muitas questões existenciais que o afligem e o preocupam no dia à dia. O livro está dividido, em três partes fundamentais, a primeira onde o protagonista nos fala de si, a maior parte das vezes criticando a sua maneira de ser e tudo o que o rodeia. A segunda parte, fala de um jantar entre amigos, em que ele está a mais e é alvo de uma humilhação que o deixa em muito mau estado. A terceira parte, para mim a melhor, onde nos é narrado o diálogo com uma prostituta, em que o protagonista, até agora, sempre vexado e humilhado, tenta fazer com que ela dê outro rumo à sua vida.

Trata-se de um livro em que as descrições da Rússia e de toda a sua envolvente sócio-cultural estão fortemente presentes, assim como a sátira e a crítica de uma sociedade fortemente militararizada e decadente.

Grande livro e grande literatura para a época. Existem muitos e variados autores russos que vale a pena ler.

[EST] - BRAGA - FÁTIMA - 27/06/2009


  • 270 km
  • 9h 45m
  • 28 km/h de média


Mais um ano, mais uma ida a Fátima. Mais que uma promessa, a ida anual a Fátima já se tornou uma obrigação e um prazer enorme por ser algo de diferente e ter a sua mística.






Este ano o percurso foi algo diferente e revelou-se mais duro que nos outros anos, o que provocou um desgaste enorme aquando da chegada a Fátima.

Única nota negativa para o facto de ter chegado a Fátima com muitas dores no joelho esquerdo, uma lesão que já me aflige há dois anos e que me tem feito estar parado nos últimos dois meses. Ainda não sei o que é, mas espero, o quanto antes, poder treinar outra vez em pleno.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

[BTT] - V PASSEIO BTT DE BRAGA - 20-06-2009




Depois de dois anos seguidos ausente deste grande passeio eis que em 2009 regresso a um passeio que me fez andar por trilhos que tão bem conheço e com algumas surpresas muito agradáveis, sobretudo alguns singles de cortar a respiração.

Espectacular a escolha do traçado, feito maioritariamente em trilhos à sobra, o que nos permitiu usufruir bastante apesar do dia estar muito quente.

Tudo muito bem organizado. A repetir.

domingo, 5 de julho de 2009

[LIVRO] - A ÁGUIA DO IMPÉRIO - SIMON SCARROW


Autor: Simon Scarrow
Ano: 2000
Editora: SDE 2006
Páginas: 302
Género: Romance Histórico
Nota: 7 / 10





[SINOPSE]

Afastado de Roma devido a uma conspiração que envolve o próprio Imperador, o jovem Quintus Cato, amante das letras e da vida no palácio, chega à Germânia para se inscrever como recruta na Segunda Legião, a mais temida e afamada dos exércitos de Roma.E se a adaptação aos rigores da vida militar já se revela terrivelmente difícil, o jovem ainda tem de enfrentar o desprezo dos camaradas quando descobrem que, graças aos contactos que tem em Roma, Cato vai receber um posto superior ao deles: o de lugar-tenente de Macro, o mais experiente e destemido de todos os centuriões. Para recuperar o respeito dos camaradas, Cato vai ter de provar a sua coragem contra as sanguinárias tribos germânicas. E se sobreviver, o pior ainda está para vir: a Segunda Legião vai ser enviada para uma terra de barbaridade sem paralelo, a nebulosa e distante Britânia. E ele e Macro, escolhidos para uma missão secreta repleta de intrigas, que ameaçam não só as suas vidas, mas também o futuro do Império.

[OPINIÃO]

Confesso que apesar de não ler muitos livros em que a temática principal é o romance histórico, gostei muito deste livro.

Neste primeiro livro da série da águia, é nos exposta de forma real e exaustiva a vida de um legionário e de toda a hierarquia que o rodeia dentro de uma legião em campanha, ou seja, quando está a conquistar terras para Roma. Somos confrontados, com um centurião de seu nome Macro, pertencente à segunda legião - a mais temível e feroz de todas as que combatem por Roma, e o seu fiel optio, de seu nome Cato, que apareceu em plena legião, originário da corte romana e de todos os seu luxos e ócios. Cato terá que ganhar o respeito do resto da legião, que não vê com bons olhos a posição elevada que ele ocupa.

Este livro, está bem escrito e muito bem ornamentado, pelas descrições e pormenores com que Scarrow nos narra a vida no seio de uma legião, com todas as suas intrigas, jogos de poder e traição, actos heróicos e outros não tanto. No calor de batalha, é daqueles livros que não se consegue parar de ler, para depois chegarmos aos momentos mais parados, em que existe sempre alguma conspiração, algum mexer das peças para a próxima batalha que pode ser em campo aberto ou muito mais subtil.

Um bom livro e uma série que quero continuar a acompanhar.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

[LIVRO] - ELRIC / OS MARES DO DESTINO






Autor: Michael Moorcock
Ano: 1976
Editora: SDE
Páginas: 203
Género: Fantasia
Nota: 8 / 10





[SINOPSE]

Elric de Melniboné é o último imperador de uma terra outrora poderosa, portador auto-exilado da espada Tormentífera. Um dia, depara-se com um navio que o espera nas brumas de uma praia estranha. Ao embarcar no navio misterioso, descobre pelo capitão que irá participar numa estranha demanda, lado a lado com heróis de outros tempos. Pois o navio não navega águas mortais. Nele, guerreiros e campeões lutam contra feiticeiros e demónios numa jornada por mares que ligam, não continentes e costas, mas mundos e épocas diferentes. Todos eles são navegadores nos mares do destino. Acompanhe Elric de Melniboné, a famosa criação de Michael Moorcock, em mais um clássico de fantasia repleto de mistério, aventura e emoção.

[OPINIÃO]

Neste livro, Elric, embarca num navio que não navega águas mortais, mas sim tempos e eras de um mundo desconhecido. O livro está dividido em várias histórias, com várias aventuras do guerreiro albino de Melniboné e da sua inseparável espada tormentífera, a ceifadora de almas.

É mais um grande livro do autor e da saga do herói, que recomendo vivamente para quem gosta do género. Trata-se de uma fantasia que muitos não vão compreender e que não agrada a todos os amantes do género, mas que os apreciadores vão ler e reler e aguardar ansiosamente os próximos livros do herói.

Apesar de a editora estar a editar os livros pela ordem cronológica em que os eventos sucedem e não pela ordem em que os mesmos foram escritos, é um livro que se pode ler independentemente de já se ter lido os anteriores ou não.

[LIVRO] - MARÉ DE SORTE - AGATHA CHRISTIE






Autor: Agatha Christie
Ano: 1948
Editora: RBA Editores
Páginas: 208
Género: Policial
Nota: 7 / 10





[SINOPSE]

"Há uma maré nos negócios dos homens,
Que, apanhada na subida, conduz à fortuna…"

Mais precisamente à fortuna do desafortunado Gordon Cloade. Morto num bombardeamento nazi durante a Segunda Guerra Mundial, todos os seus bens passaram para as mãos da sua jovem mulher, a ex-Mrs. Underhay. No entanto, a família está tudo menos satisfeita. Apanhado entre uma fortuna e relações difíceis, Poirot tem de fazer os possíveis para evitar que Rosaleen Cloade se junte ao seu marido no Além…

Maré de Sorte (Taken at the Flood) foi originalmente publicado na Grã-Bretanha em 1948, ano em que seria igualmente editado nos Estados Unidos com o título There is a Tide. Foi adaptado para a televisão em 2006, contando com David Suchet no papel de Hercule Poirot.



[OPINIÃO]

Este é mais um livro de Agatha Christie e do detective Poirot que li.

Desta vez um homem morre, bombardeado e não assassinado. Este homem é extremamente rico e toda a sua família depende directa ou indirectamente dele. O grande problema é que este homem casou recentemente com uma mulher muito mais nova e atraente que é a herdeira de toda a sua fortuna, o que deixa a sua família em muito maus lençóis.
Com o desenrolar da história as mortes vão-se sucedendo e a polícia não tem pistas para encontrar o homicida. É aqui que Poirot e toda a sua astúcia entram em cena e desvendam este mistério.

Mais um livro e mais do mesmo, ou seja, uma boa leitura, rápida e muito fluída, sempre interessante e cativante, em que, não se consegue deixar de ler antes de saber o final, normalmente difícil de determinar e não menos surpreendente.

[LIVRO] - O TALENTOSO SR RIPLEY - PATRICIA HIGHSMITH

Autor: Patricia Highsmith
Ano: 1955
Editora: Sicidea
Páginas: 199
Género: Romance
Nota: 7 / 10





[SINOPSE]

Patricia Highsmith é a grande criadora do romance policial psicológico e Tom Ripley é o personagem de referência da sua obra, um dos mais "negros" do policial do pós-guerra, "um homem que não reconhece a culpa em qualquer circunstância", segundo as palavras da escritora. Por isso ela lhe dedicou toda uma série de livros, que começa justamente com "O Talentoso Mr. Ripley" , mais uma vez adaptado ao cinema, agora pela câmara de Anthony Minghella. Aliás, a obra da autora desde cedo apaixonou os cineastas. O seu primeiro romance, "O Desconhecido do Norte-Expresso seria adaptado por Alfred Hitchcock.
Outros se lhe seguiram, fascinados por Ripley: René Clement e Wim Wenders. Ripley é um homem vulgar, que quer sair da América. A oportunidade surge quando o Sr. Greenleaf, seduzido por uma sua prestação ao piano, enganado por um casaco da Universidade de Harvard (Ripley é muito bom a imitar, a manipular, a disfarçar), o convence a ir à Europa e trazer-lhe de volta o filho, que vive em Itália uma dolce vita, com a mesada que o pai lhe manda todos os meses.
Ripley torna-se amigo de Dickie Greenleaf e da namorada deste, mas numa discussão violenta acaba por matá-lo e assumir a sua identidade. E a partir deste momento, o perigo, o inesperado, o medo, mas também uma frieza e um calculismo extremos perante a morte, passam a fazer parte do quotidiano de Ripley, que, no entanto, é capaz de se comover e nos comover, ao assistir a um espectáculo de ópera

[OPINIÃO]

Este é mais um daqueles livros, que apesar de ter sido barato, já que custou apenas um euro me deu um prazer enorme ler.

A história começa com o convite por parte de um pai milionário, dono de um grande império a Tom Ripley, um pequeno vigarista, para que este, tente convencer o seu filho Dickie, que leva uma vida despreocupada e ociosa em Itália a regressar aos Estados Unidos e continuar o trabalho da sua família. O mote está dado para um livro repleto de suspense, intriga e drama em que o final e as reviravoltas vão acontecendo a cada virar de página.

Gostei bastante deste livro, especialmente da história e de todos os lugares por onde Tom viaja e sobre os quais nos vai falando. Trata-se de um bom livro, bem escrito e muito interessante de ler.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

[BTT] - MARATONA DE VIANA 30/05/2009





  • Maratona de Viana 80 km
  • 56º lugar
  • 5h 36m 26s
  • Track GPS


Dia de tremendo calor, com muita dureza de percurso à mistura. Foi mais uma maratona acabada e daquelas que foi realmente difícil chegar ao fim. Os dois furos que tive e o facto de apenas ter em meu poder uma câmara de ar também não ajudaram nada. No segundo furo e depois de andar alguns kms a pé, eis que apareceu alguém que tinha uma câmara para me emprestar, o que me permitiu acabar esta maratona.

Gostei do percurso, exigente, com muitas subidas e muito duro devido à muita pedra presente no traçado. A paisagem também me impressionou muito, apesar de já conhecer alguns dos trilhos que fiz na maratona.

Sem dúvida uma maratona para repetir em anos vindouros.








[LIVRO] - TÉCNICAS DE TREINO PARA CICLISTAS - BEN HEWITT

sexta-feira, 29 de maio de 2009

[LIVRO] - EU E AS MULHERES DA MINHA VIDA - TIAGO REBELO





Autor: Tiago Rebelo
Ano: 2003
Editora: Presença
Páginas: 208
Género: Romance
Nota: 6 / 10





[SINOPSE]

Quem é que, tendo uma vida banal, não sonha com outra mais extraordinária? Que circunstâncias na vida de uma pessoa fazem com que esta se altere de um momento para o outro, quando já nada o faria prever? É destas e doutras perplexidades metafísicas que trata esta obra, através da história de Zé, um homem sem ambição que entra na inevitável crise dos 40, cinco anos antes de os completar. Zé é um bancário desinteressado que trabalha pela necessidade de pagar as contas e adormece a praticar zapping no sofá. Porém, um dia, tudo se altera. Uma promoção inesperada no banco e o súbito interesse por ele de Cátia, uma autêntica Mónica Bellucci, vêm revolucionar a rotina entediante em que se transformara a sua vida. Depois disto nada será como antes. Mas conseguirá Zé ultrapassar esta fase vertiginosa e recuperar o equilíbrio sem consequências dramáticas para o seu casamento? Editado inicialmente em 2003 sob pseudónimo, Eu e as Mulheres da Minha Vida é uma obra à parte na prodigiosa carreira de Tiago Rebelo, autor aplaudido por milhares de leitores e publicado em diversos países.

[OPINIÃO]

Este livro foi-me oferecido num concurso literário num, dos muitos, blogs que acompanho.

Por ser pequeno chamou-me a atenção e passou à frente de muitos outros que por aqui tenho na prateleira.

O livro é sobre uma pessoa perfeitamente normal como tantas outras que por aí andam no nosso país. Zé é bancário, conformado com a sua posição social, sem grande ambição e acorrentado a um dia à dia rotineiro sem qualquer foco de emoção. É casado e tem um filho, mas a sua vida familiar também já perdeu o interesse e caiu na rotina. De repente, a sua vida sofre uma mudança e Zé liberta-se das correntes que anteriormente o prendiam, para levar uma vida completamente diferente, cheio de excessos e de casos extra conjugais.

Está dado o mote para um grande livro. Um grande livro, que se lê com avidez e que nos capta a atenção desde as primeiras páginas. Um livro com muitos diálogos, com muitas reflexões sobre a maneira de pensar do ser humano e sobre a maneira de reagir aos estímulos externos. Um livro que relata o que já aconteceu a muitos homens e na teia em que se embrenham quando perdem o rumo na sua relação. Um livro que tem o poder de nos fazer pensar.

Apesar de não ser grande literatura é daqueles livros que contam bem uma história e que merece ser lido.

domingo, 24 de maio de 2009

[LIVRO] - LISBOA TRIUNFANTE - DAVID SOARES




Autor: David Soares
Ano: 2008
Editora: SDE
Páginas: 279
Género: Romance Histórico / Fantasia
Nota: 7 / 10





[SINOPSE]

Lisboa Triunfante é um romance épico sobre a rivalidade entre duas figuras misteriosas, cuja contenda milenária se cruza com a história da capital portuguesa. Desde as origens pré-históricas de Lisboa até aos anos turbulentos que antecederam a implantação da República, passando pela elevação da cidade a capital do Reino por Afonso III e pela construção enigmática do Mosteiro dos Jerónimos, a galeria de personagens que dão vida a Lisboa Triunfante contém figuras como Frei Gil de Santarém, D. João V e Aquilino Ribeiro. Reunindo elementos de romance histórico e fantástico, este é o livro definitivo sobre uma Lisboa mágica, que possui tanto de reconhecível quanto de maravilhoso. Lisboa Triunfante é um triunfo da imaginação.

[OPINIÃO]

Este é o terceiro livro que li de David Soares, depois de "os ossos do arco íris" e de "a conspiração dos antepassados".

Para já, o autor é a minha grande referência a nível nacional, tanto ao nível do fantástico como da literatura em geral.

Este livro é mais uma obra prima da imaginação do autor, em que a cidade Lisboa e algumas personagens históricas de Portugal nos vão revelando uma luta incessante entre duas figuras: a raposa e o lagarto.

Mais mais que esta batalha, é nos revelado uma Lisboa, detalhada com minúcia, com descrições em várias épocas que nos transportam para essa mesma data e para esses mesmos locais onde se vai desenrolando a acção. Os personagens também estão muito bem caracterizados - fruto de uma pesquisa incessante, tal como na conspiração dos antepassados, e talvez, seja este o grande dom do autor. A facilidade com que os personagens entram na acção e nos transportam para o enredo, tornando a história bastante fluída. Neste livro e, com muita pena minha alguns dos personagens não tiveram um período de vida mais longo na história, o que deixa um travo amargo e que faria sem dúvida que tivesse gostado ainda mais.

O autor como já nos tem habituado, faz uso, de uma pesquisa detalhada, sobre tudo o que escreve o que torna mais real e intimidatória toda a obra. Uma das citações que aparecem na bibliografia do livro é esta: "é preciso ler meia biblioteca para escrever um livro". Frase interessante que atesta bem a maneira de escrever de David Soares.

Este livro apesar de muito bom, para mim não é tão bom como o seu antecessor e uma das razões é o facto de ter tantos personagens históricos e estes mesmos não serem tão trabalhados como Crowley e Pessoa foram na Conspiração dos antepassados.

Mesmo assim, um livro cativante e emocionante com história de Portugal, fantasia e mistério em altas doses.

Existe também um ebook disponibilizado pelo autor para acompanhar a leitura desta obra. Por acaso ainda não li mas espero brevemente poder ler.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

[BTT] - MARATONA DE PORTALEGRE


  • 328º lugar
  • 6h 11m 51s
  • 101 km
  • 2700 m de acumulado anunciado pela organização

Foi no fim de semana anterior que me desloquei para Portalegre, a Meca das maratonas em Portugal e lugar de comunhão de mais de três mil e duzentos participantes na maior maratona realizada em território luso.

Apesar de no ano transacto, não ter achado que esta maratona fosse assim tão especial e não entendi muito bem o que levava mais de três mil bttistas a esgotar em apenas dois dias todas as vagas existentes.

Este ano, depois de na sexta ter realizado quase cento e cinquenta quilómetros foi com alegria que cheguei a Portalegre e que constatei que estava muito menos gente e a cidade estava muito menos movimentada, sinal evidente de que o grosso dos participantes apenas chegaria no dia do evento e que a maioria seria dos arredores menos distantes de Portalegre. A crise também já chegou ao BTT.

De noite, foi montar a tenda, num campo de futebol já para o efeito e esperar calmamente pelo dia seguinte.

Sábado chegou e desde logo deu para ver que seria um dia muito quente e seco.

Perto das 8h15 lá me desloquei para a zona de partida onde já estavam alinhados mais de mil participantes, bem mais, talvez.

Às 9h00 deu-se o arranque do evento e eu lá parti, com calma e sem pressas para o objectivo de completar mais uma maratona, de preferência ileso e com um sorriso nos lábios.

A maratona correu bem até aos setenta kms em que seguia com uma média de quase dezanove kms, a partir de aí e já em plena subida rebentei e andei a pé cerca de uma hora já que o traseiro estava a arder e mal me conseguia sentar.

Depois foi penar até acabar, sempre em quebra, muito devido à falta de treino em monte.

Apesar de esta maratona não ser claramente o meu estilo e para a qual, sem dúvida, a melhor escolha é uma dupla suspensão espero para o ano voltar para ficar bem mais à frente na classificação e para adorar os trilhos como aconteceu este ano.

Aqui fica por pontos o que melhor se passou por lá e o pior, que foi muito pouco.

O melhor:

  • A gente de Portalegre - a dar colorido e a incentivar todos os participantes nesta grande maratona. É sem dúvida um grande evento para esta cidade.
  • Os trilhos - excelentes, o percurso para mim estava muito melhor que o ano passado, a que muito se deveu este ano ter havido mais chuva antes da maratona. Muitos single tracks, descidas com muita pedra e aquele última subida à serra de São Mamede, interminável, com doze kms e uma das subidas mais duras que já fiz.
  • A dureza do percurso - pedra, pedra e mais pedra fazem desta maratona uma das mais duras que por aí se fazem.
  • O almoço - estava bom, mas a sopa estava divina. Sopa de cação é mesmo muito boa.
  • As marcações - com a quantidade de gente nos trilhos é quase impossível andar perdido mas estas marcações estavam fabulásticas, do melhor que já vi por aí.
  • As lembranças - um jersey com muita qualidade, umas luvas porreiras Berg e uma t-shirt da Sport Zone à maneira.
O pior foi muito pouco:

  • O empeno - enorme, gigante, fruto da loucura de sábado ter andado tanto e de esta não ser uma maratona que me favoreça, muito graças a trilhos técnicos e com muita pedra. Na última hora mal me conseguia sentar no selim e fiz a subida ao Everest quase toda a pé.
  • Os abastecimentos - alguns adoraram, eu não achei grande coisa. Fruta, barras e água, em quase todos não é nada de especial. Acho que faltava algo mais pesado, tipo sandes ou bolos, que é o que o organismo pede num esforço como estes.
  • Os banhos - de água fria. O meu foi daqueles banhos muito mal tomados para fugir à água gelada.

[LIVRO] - LOLITA - VLADIMIR NABOKOV



Autor: Vladimi Nabokov
Ano: 1955
Editora: SICIDEA 2009
Tradutor: Fernanda Pinto Rodrigues
Páginas: 279
Género: Romance
Nota: 7 / 10





[SINOPSE]

Este é um dos romances mais célebres de todos os tempos. É também uma aventura intelectual que não deixa ninguém indiferente, um relato apaixonado de uma sensualidade alucinada, uma autópsia implacável do modo de vida americano. De um lado, um homem de meia-idade, obsessivo e cínico. De outro, uma garota de doze anos, perversamente ingénua. A química se faz e dá origem a uma obra-prima da literatura do nosso século. 'Lolita' é chocante, desafia tabus, escandaliza. O livro foi incorporado ao imaginário colectivo da modernidade, e até o nome da personagem tornou-se um substantivo corrente, provas do alcance e da genialidade do autor.



[OPINIÃO]

Li este livro, para grande sorte minha, na iniciativa do fórum http://estante-de-livros.pt.vu/, mais precisamente, numa leitura conjunta a realizar em quatro partes. Basicamente escolhe-se um livro e depois as pessoas vão lendo e vão analisando o que vão lendo, criticando, opinando, esclarecendo, debatendo ideias e pontos de vista que tornam a leitura mais enriquecedora e mais duradoura . Gostei muito desta nova experiência e espero voltar a repetir.

Primeiro de tudo, este foi um livro que fui lendo em segundo plano, ou seja, fui alternando, primeiramente com Brisingr e depois com o festim dos corvos de Martin. A isto, muito se deveu, o facto de por cada semana o objectivo e muito bem, da leitura conjunta serem aproximadamente as sessenta páginas.

Trata-se de um livro, que ficou marcado na literatura do século vinte. A temática principal é a adoração e posterior consumação, de uma amor e de uma obsessão, de um homem Humbert Humbert de meia idade por uma menina, Dolores Haze de doze anos. Mas a maneira como o autor expõe este amor e todas as peripécias decorrentes do mesmo, está muito bem conseguida e a narrativa, por vezes, faz-nos questionar e pensar, que Humbert Humbert é Nabokov, já que o realismo e a minúncia da maneira de pensar de Humbert estão, deveras, emlpolgantes e realistas, ao ponto de pensarmos que só alguém que passou por uma situação idêntica pode escrever tão bem e tão pormenorizadamente. Por isso mesmo, Nabokov, escreve no posfácio, algo para que as pessoas possam compreender e aceitar melhor este livro que mesmo hoje em dia é polémico, o que não seria e a quantidade de tinta que não fez correr na altura.

Este livro, por se tratar de uma grande obra, não é fácil de ler. É daqueles que por vezes até apetece parar mas depois daquele pequeno esforço para continuar é daqueles que vai perdurar por muito tempo. A escrita de Nabokov, também não é fácil, com muitas palavras sofisticadas, e em que predomina, muitas vezes a maneira de ser egocêntrica e superior que Nabokov sempre foi cultivando ao longo da sua vida.

Um grande livro, um ícone de uma geração, altamente recomendável para todas as pessoas que gostam de ler.

terça-feira, 28 de abril de 2009

[BTT] - MEIA MARATONA DE ESPOSENDE


  • 55º lugar
  • 2h 02m 51s
  • 45 km
  • 769 m de acumulado

Foi com algum pesar que na minha quinta maratona de Esposende me fiquei pela meia, mais uma vez, como já tinha acontecido em 2007. Para grande azar meu sexta feira fiquei com uma gripe forte que me impediu de sábado estar no contra relógio por equipas e que quase me deixou KO para a maratona de Domingo. Quando acordei, por volta das 7h00 estava decidido a não participar, mas depois de muito pensar e já que tinha de ir buscar o jersey que era oferta, lá me decidi a ir até Esposende para fazer pelo menos a meia maratona.

Chegado ao local, foi levantar o jersey e fazer horas para partir para a maratona.

Nas partidas agora existe um posto de controlo em que todos temos de entrar lá para dentro e esperar pela hora de arrancar. Já passavam quase quinze minutos quando foram dadas as primeiras pedaladas desta maratona com mais de mil e quinhentos participantes.

Como tenho andado pouco no monte e este ano ainda estar com uma forma física muito duvidosa não me preocupei muito com a colocação na partida nem com tentar imprimir um ritmo forte logo desde início. Fui andando para ver como me sentia sem pressas para chegar ao fim.

2009 foi sem dúvida, de todas as minhas participações, aquela em que o percurso e a altimetria eram mais acessíveis. A meia era muito rolante, tendo apenas uma subida média que era feita em asfalto.

Os trilhos também não me cativaram por aí além e os melhores estavam situados perto do rio Neiva, com um single espectacular.

Cortaram a parte carismática desta maratona que era a chegada na zona das dunas da praia que era um verdadeiro calvário para todos os que já vinham com muitos kms nas pernas.

Quanto aos abastecimentos, não parei porque não achei necessário, por isso não me posso pronunciar. Almoçar também não almocei porque queria mesmo é vir para casa descansar.

Para o ano conto estar novamente nesta grande maratona aqui no zona Norte. Agora segue-se Portalegre, à partida para tentar os cem kms sem preocupações de tempos.

domingo, 26 de abril de 2009

[LIVRO] - O FESTIM DOS CORVOS - GEORGE MARTIN





Autor: George Martin
Ano: 2005
Editora: SDE 2009
Tradutor: Jorge Candeias
Páginas: 448
Género: Fantasia

Nota: 8 / 10





[SINOPSE]

Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crónicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores.
Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real. Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos.
Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo...

[CRÍTICA]

Comecei a ler este livro, praticamente, no dia em que ele me chegou a casa. Martin é um autor que não me deixa indiferente e pelo qual tenho grande admiração. Pena é, que já só falte um volume traduzido, que será publicado ainda este ano, para depois, termos de esperar, espero que não eternamente, pela continuação da saga.

Muito foi dito e falado sobre este livro, que não era tão bom como os outros, que fazia uma pausa, na história, que era mais introspectivo e de facto, tudo isso, está muito patente nele. Apesar de não ser o melhor livro da saga, apesar de não ter a torrente habitual de acção e drama tão habituais em Martin, mesmo assim, trata-se de uma grande livro e de uma leitura extremamente satisfatória. Para mim, talvez até seja o pior livro da saga até agora, mas o pior de Martin é muito bom e muito melhor que muitos outros livros que por aí andam intitulados de boas leituras.

É um livro atento aos pormenores e às pequenas questões dos diferentes reinos. É um livro, em que muitos dos personagens principais, pelos quais nutrimos ódios e paixões, nem sequer aparecem ou então aparecem muito pouco como actores secundários de uma trama onde os protagonistas são outros. É um livro, denso, em que o autor, com a sua escrita nos continua a maravilhar e nos transporta para um mundo irreal e nos faz começar a idolatrar outros personagens.

Só me falta esperar que saia o próximo volume e rezar para que Martin continue a escrever volumes para esta aventura épica, porque quando acabar quero ler tudo de novo e estar ainda mais atento a todos os pormenores de uma obra brutal.

domingo, 19 de abril de 2009

[LIVRO] - BRISINGR - CHRISTOPHER PAOLINI




Autor: Christopher Paolini
Ano: 2008
Editora: Gailivro 2008
Tradutor: Leonor Marques
Páginas: 812
Género: Fantasia

Nota: 7/10





[SINOPSE]

Na sequência da batalha colossal nas Planícies Flamejantes contra os guerreiros do Império, Eragon e o seu Dragão, Saphira, escapam com dificuldade. No entanto, o Cavaleiro e o Dragão ainda terão de se deparar com inúmeros desafios… Eragon vê-se enredado numa série de promessas que poderá não conseguir cumprir. O juramento ao seu primo, Roran, no sentido de o ajudar a resgatar a sua amada Katrina das garras de Galbatorix. Todavia, Eragon deve lealdade a outros também. Os Varden precisam desesperadamente dos seus talentos e da sua força, tal como os Elfos e os Anões. E, logo que a inquietação assalta os rebeldes e o perigo espreita em cada esquina, Eragon terá de fazer escolhas que o levarão a atravessar o Império, viajando muito além. Escolhas que o poderão submeter a sacrifícios inimagináveis… Eragon é a grande esperança para libertar o reino da tirania. Conseguirá este rapaz, outrora um simples camponês, unir as forças rebeldes e assim derrotar o rei?

[CRÍTICA]

Este era para ser o desfecho da trilogia da herança, iniciada com Eragorn e Eldest. Entretanto e, enquanto escrevia este livro Paolini decidiu que a trilogia passaria a ciclo da herança e que a mesma teria pelo menos, mais um livro, que o autor espera que seja o melhor e mais bem conseguido de toda a obra.

Brisingr, é por isso, um livro com um ritmo mais lento e pausado, em que existe uma maior perda de tempo com as personagens e com as suas acções. Eragorn e Saphira continuam a ser os personagens principais dos diferentes capítulos, mas o primo de Eragorn, Roran, também tem um papel fundamental em toda a história. Apesar de ser um livro, mais massudo e difícil de ler, com mais paragens e mais descrições, por vezes, algumas delas até irritantes, continua a ser um bom livro em que o passar das páginas é natural e fluído. Nesta terceiro livro da saga, não existem acontecimentos que precipitem a mesma para um fim abrupto, ou seja, se Paolini, quiser, ainda poderíamos ter mais alguns livros. Mas penso que esse não será o desejo do autor, o que, em si, será um grande desafio para o autor que já encantou milhões de leitores por todo o mundo.

Eu cá espero, ansioso, pelo último livro e desenlace desta história.

domingo, 12 de abril de 2009

[LIVRO] - SANGUE NA PISCINA - AGATHA CHRISTIE



Autor: Agatha Christie
Ano: 1946
Editora: RBA Coleccionables 2008
Tradutor: Isabel Alves
Páginas: 259
Género: Policial

Nota: 7/10





[SINOPSE]

Lady Angkatell, intrigada pela mente criminosa, convida Hercule Poirot para uma festa de fim-de-semana na sua propriedade. Ao chegar a The Hollow, o detective belga depara-se com uma elaborada cena preparada para o seu divertimento – um médico encontra-se deitado numa poça de tinta vermelha, a sua tímida mulher encontra-se junto do corpo com uma arma enquanto os outros convidados parecem convenientemente chocados. Mas isto não é nenhuma charada. A tinta é sangue e o cadáver é real, transformando um agradável fim-de-semana num dos mais desconcertantes casos de Poirot.

Sangue na Piscina (The Hollow) foi originalmente publicado na Grã-Bretanha em 1946. A edição norte-americana saiu no mesmo ano sob o título Murder After Hours. Em 1951 estrearia nos palcos londrinos a peça baseada neste mesmo livro, adaptada por Agatha Christie. Foi também transposta para a televisão em 2003, contando com David Suchet no papel de Poirot.

[CRÍTICA]

Este, é dos melhores livros que li de Agatha Christie, até agora.

Um homem aparece morto ao lado de uma piscina, e a sua mulher tem uma arma empunhada, com a qual aparentemente o matou, numa cena que parece ter sido montada para a chegada de Hercule Poirot, a uma quinta, para a qual foi convidado a almoçar.

Poirot desta vez tem um papel um bocado à parte do desenlace do crime e do livro, apesar de com toda a sua perícia e inteligência
, ir revelando alguns dos acontecimentos que aconteceram. A maior parte do livro e do desenlace do mesmo é protagonizado pelos vários convidados e moradores da quinta onde esta história se passa, e são eles que nos vão contando o que se passou.

Bom livro.

[LIVRO] - VONTADE DE VENCER - LANCE ARMSTRONG


Autor: Lance Armstrong com Sally Jenkins
Ano: 2001
Editora: Edições 70
Tradutor: Pedro Bernardo
Páginas: 273
Género: Biografia

Nota: 7 /10





[SINOPSE]

Esta é a história da vida de um dos maiores ciclistas de sempre, Lance Amstrong, da sua batalha contra o cancro e da forma como a doença o transformou e lhe conferiu uma nova perspectiva sobre as coisas que são realmente importantes. É também uma incursão no mundo do ciclismo de alta competição a dureza da modalidade, o sacrifício, a exigência. No fundo, o ciclismo como metáfora de vida. O livro tem um extratexto com inúmeras fotografias da vida do ciclista.

[CRÍTICA]

Este é um daqueles livros, que desde que foi escrito sempre me despertou uma enorme vontade de ler. O protagonista é Lance Armstrong, único homem até ao dia de hoje a ganhar o Tour de France por sete vezes, aliado ao feito, o facto de terem sido sete vitórias consecutivas. Para quem sabe o quão difícil é ganhar o Tour, muito devido à competitividade, à dureza, à pressão, às quedas, e sobretudo aos altos e baixos da condição física de um ciclista, sabe que este é um dos maiores feitos de todos os tempos e que coloca Lance Armstong, num patamar desportivo onde figuram muito poucos atletas. Odiado por muitos, amado por muitos outros, é daquelas personalidades que move multidões e enormes paixões. O que muitas pessoas não sabem é que este mesmo Lance, teve um cancro testicular que quase acabou com a sua carreira desportiva e a sua própria vida. Este livro, para além do Lance ciclista, fala sobretudo da sua experiência, traumática, para ultrapassar o cancro. Foi o cancro, e tudo o que passou que o tornou mais leve e delgado e com uma força mental quase inigualável, que fazia com que nas estradas de França fosse praticamente invencível.

Por vezes, quando Lance conta algumas fases dos seu tratamento, até a mim me doía. Um livro em que não se oculta quase nada e no qual por várias vezes ficamos chocados com o realismo e precisão dos tratamentos que lhe eram administrados.

Um grande livro, que vai ser daqueles que vou guardar para sempre, e que apenas não passou para o meu Hall of Fame porque a temática cancro está muito mais presente que a ciclismo.

[LIVRO] - MORTE NAS NUVENS - AGATHA CHRISTIE


Autor: Agatha Christie
Ano: 1935
Editora: RBA Coleccionables 2008
Tradutor: Luísa Feijó
Páginas: 217
Género: Policial

Nota: 6/10





[SINOPSE]

O assento nº 9 dava a Hercule Poirot a localização perfeita para observar seus companheiros de voo. À direita, ele podia ver uma bela jovem, visivelmente apaixonada pelo homem a seu lado. Mais adiante, o assento nº 13 era ocupado por uma condessa que mal disfarçava o vício da cocaína. Do outro lado do corredor, no assento nº 8, sentava-se um escritor de contos policiais, às voltas com uma vespa impertinente. O que Poirot ainda não tinha percebido era que atrás dele, no assento nº 2, estava caído o corpo sem vida de uma mulher. Para os passageiros que vinham de Le Bourget, o breve voo do Prometeu sobre o canal da Mancha prometia ser tudo, menos uma viagem de rotina.

[CRÍTICA]

Mais um livro da rainha do mistério e do policial, que em cada história, consegue sempre, cativar e surpreender o leitor. Mais um crime, desta vez a bordo de um avião, praticado perante os olhares atentos dos demais passageiros. Hercule Poirot, tem de solucionar este mistério, porque desta vez, é ele o principal suspeito.
Muitas voltas e reviravoltas como é timbre da escrita de Agatha Christie.

quinta-feira, 19 de março de 2009

[LIVRO] - AS CIDADES INVISÍVEIS - ITALO CALVINO


[SINOPSE]

«Nada garante que Kublai Kan acredite em tudo o que diz Marco Polo ao descrever-lhe as cidades que visitou nas suas missões, mas a verdade é que o imperador dos tártaros continua a ouvir o jovem veneziano com maior atenção e curiosidade que qualquer outro enviado seu ou explorador... Só nos relatos de Marco Polo, Kublai Kan conseguia discernir, através das muralhas e das torres destinadas a ruir, a filigrana de um desenho tão fino que escapasse ao roer das térmitas.»

[RESUMO]
Peguei neste livro por escolha aleatória. Comecei a ler e só parei quando folheei a última página. É um livro pequeno e que se lê muito bem. Mas só isso, foi um livro em que não consegui entrar na história e em que muitas vezes dava comigo a divagar por outras paragens que não as que estavam no livro.

Não sei porquê este livro não me cativou. A escrita de Calvino é boa, sem dúvida, e as suas descrições também nos levam a imaginar um mundo de fantasia como o que é criado por Marco Polo para o rei que o ouve atentamente e que constantemente lhe lança novos desafios.

[EST]
  • Título original / Título lido: As cidades invisíveis / Le cittá invisibile
  • Autor: Italo Calvino
  • Ano de publicação original / lido: The estate of Italo Calvino1972 / Sicidea 2009
  • Género: Novela
  • Págs Original / Lido: 178
  • Nota: 5 /10
  • Link: Wikipedia



[LIVRO] - MAIS ALÉM / DEPOIS DO EVEREST - JOÃO GARCIA


[SINOPSE]

Um testemunho de coragem e determinação de quem não quer desistir Em 1999, João Garcia tornou-se o primeiro e único português a atingir o mítico cume do Evereste. Esta subida bem sucedida foi, no entanto, dramática: o seu companheiro de subida, o belga Pascal Debrouwer, sofreu uma queda, já na descida, à qual não sobreviveu e João Garcia sofreu graves queimaduras por congelamento que levaram à amputação de alguns dedos das mãos e dos pés. No ano 2000, após algum tempo de recuperação, João Garcia decidiu testar a sua capacidade física e emocional para continuar a fazer aquilo que mais gosta: escalar montanhas.

Depois de um regresso ao Evereste, para uma pequena homenagem ao seu companheiro falecido, um périplo pelas montanhas do Peru, Nepal, Paquistão e Antárctica provou-lhe que está apto para continuar. Deste périplo nasceu um novo livro, Mais Além, um testemunho da coragem e determinação de quem não quer desistir.



[RESUMO]

Este é mais um bom livro de João Garcia. Mais importante que a escrita, é os bons momentos que os dois livros do João nos fazem viver. João Garcia, apesar de todas as contrariedades sofridas na subida ao Everest, não desiste, e continua a subir aos montes mais altos do mundo e a superar-se dia após dia.

Um livro cheio de aventuras e emoções que fazem com que a leitura seja extremamente rápida e prazenteira.

[EST]
  • Título original / Título lido: Mais além depois do Everest
  • Autor: João Garcia
  • Ano de publicação original / lido: Caderno 2007
  • Género: Aventura / Relato
  • Págs Original / Lido: 254
  • Nota: 6 /10
  • Link: Wikipedia


[AUTOR]

João Garcia nasceu em Lisboa em Junho de 1967. Foi o primeiro e único português a atingir o cume do monte Everest, em 1999, situado a 8850 metros do nível do mar, sem o auxílio de oxigénio nem de carregadores de altitude. É um, dos menos de 80 alpinistas, que já conseguiram atingir o topo do mundo e regressar, coisa que por vezes é mais difícil que subir. Já escalou, onze das catorze mais altas montanhas do mundo, todas acima dos 8000 metros, e todas nos himalaias. Espera atingir até 2010, a proeza, apenas igualada por 11 pessoas, de "cumear" todas estas montanhas.

segunda-feira, 9 de março de 2009

[LIVRO] - A MAIS ALTA SOLIDÃO - JOÃO GARCIA


[SINOPSE]

«Passo a passo, penosamente, ele caminha para o cume, para o seu sonho insane de Evereste. 8850 metros de altitude.(...)
Sigo a caminhada do João Garcia, reconhecendo em cada um dos passos relatados a marca de um solitário que, aos poucos, se vai despojando de tudo o que é supérfluo - até mesmo da lanterna que lhe fará tanta falta na descida, das luvas exteriores que lhe custarão alguns dedos das mãos, ou da própria lucidez, que lhe custará a tragédia do regresso.....»
[do prefácio de Miguel Sousa Tavares]

[RESUMO]

Este era daqueles livros que ansiava e não via o dia de poder ler. Finalmente, apesar de não o ter comprado, já que me foi emprestado, pude ler o relato da subida ao monte Everest do primeiro português que pisou o cume da mais alta montanha existente no nosso planeta.

´Trata-se de um bom livro, entusiasmante e cativante em grandes doses. Por vezes, inclusive, parece que somos nós que estamos a fazer a ascensão.

Todo o livro, trata de toda a preparação e da subida ao inferno por parte do alpinista João Garcia. Pelo meio temos todo o relato da passagem do português pelo Nepal e Tibete, países fronteira onde se encontra o tecto do mundo. Existem muitas curiosidades, sobre as culturas dos dois países, sobre a maneira como o alpinismo é acolhido nos mesmos, sobre a grande quantidade de homens e mulheres que se aventuram nesta montanha, sobre o montanhismo como forma de vida.

O livro tem também um alto teor trágico, já que muitas pessoas já perderam a vida ao tentar chegar ao cume. O relato de pessoas mortas na neve, na chamada zona da morte, zona essa que se encontra depois dos oito mil metros, faz-nos pensar até onde pode chegar a persistência e sacrifício do ser humano.

O cume situa-se a 8850 metros, e não se pode andar por lá durante muito tempo, tendo sido este um dos grandes erros do João, o que fez com que ficasse marcado com danos para toda a vida. Principalmente porque o ar é muito rarefeito e tem poucas quantidades de oxigénio.

É um relato, em primeira pessoa, de uma aventura, no limiar da vida e da morte. Um bom livro, que se lê extremamente rápido. Na altura em que foi escrito, menos de cem pessoas, tinham atingido o cume sem a utilização de oxigénio.

[EST]
  • Título original / Título lido: A mais alta solidão
  • Autor: João Garcia
  • Ano de publicação original / lido: Dom quixote, 2001
  • Género: Aventura / Relato
  • Págs Original / Lido: 259
  • Nota: 7 /10
  • Link: Wikipedia
[AUTOR]

João Garcia nasceu em Lisboa em Junho de 1967. Foi o primeiro e único português a atingir o cume do monte Everest, em 1999, situado a 8850 metros do nível do mar, sem o auxílio de oxigénio nem de carregadores de altitude. É um, dos menos de 80 alpinistas, que já conseguiram atingir o topo do mundo e regressar, coisa que por vezes é mais difícil que subir. Já escalou, onze das catorze mais altas montanhas do mundo, todas acima dos 8000 metros, e todas nos himalaias. Espera atingir até 2010, a proeza, apenas igualada por 11 pessoas, de "cumear" todas estas montanhas.

sábado, 7 de março de 2009

[LIVRO] - FUNDAÇÃO - ISAAC ASIMOV



[SINOPSE]


Este volume continua o 1.º Prelúdio à Fundação, passado num vasto Império Galáctico, lá para meados dos próximos milénios. Estamos, pois, em plena ficção científica, hoje muito apreciada a par da ficção policiária. Esta colecção, de que a presente obra é a n.º 3, reúne vários livros já divulgados em separado e com indiscutível êxito. Neste volume, assiste-se à decadência dos 25 planetas habitados na Galáxia, ou seja, uma época de trevas. Há um propósito louvável de salvar todo o Império, mas, tal como hoje, os homens tornam-se corruptos e acabam por voltar à barbárie. Reina, nestas páginas, como é natural, a fantasia e a imaginação delirante. A escrita é clara e a tradução correcta.

[RESUMO]


Sou grande fã de Asimov e de ficção científica, mas confesso que este livro me passou completamente ao lado, e foi daqueles que se tornou penoso acabar. Não sei bem porquê, provavelmente porque este não era o livro que devia ter lido depois de ler o primeiro, do qual gostei bastante. Ainda ando a procurar na net para sabe qual a cronologia dos livros da série fundação. Para já, também ainda não encontrei uma sinopse válida, embora ainda não tenha procurado bem.

É daqueles clássicos que merece uma segunda oportunidade, depois de ler os outros desta mesma série.

[EST]

  • Título original / Título lido: Foundation / Fundação
  • Autor: Isaac Asimov
  • Ano de publicação original / lido: Gnome Press 1951 / Edições livros do Brasil Lisboa 1988
  • Género: Ficção Científica
  • Págs Original / Lido: 255 / 251
  • Nota: 4 /10
  • Link: Wikipedia

segunda-feira, 2 de março de 2009

[LIVRO] - ELRIC / TO RESCUE TANELORN - MICHAEL MOORCOCK




[SINOPSE]


Moorcock’s writing is intricate, fabulous, and mellifluous. Reading his words I was, and am, reminded of music. His novels are symphonic experiences. They dance and cry and bleed and make promises that can live only in the moment of their utterance.”
–from the Foreword by Walter Mosley, New York Times bestselling author of Blonde Faith and Devil in a Blue Dress

Elric of Melniboné. The name is like a magic spell, conjuring up the image of an albino champion and his cursed, vampiric sword, Stormbringer. Elric, the last emperor of a cruel and decadent race, rogue and adventurer, hero and murderer, lover and traitor, is mystery and paradox personified–a timeless testament to the creative achievement of Michael Moorcock, the most significant fantasy writer since Tolkien.

Now comes the second in this definitive series of Elric volumes. Gorgeously illustrated by acclaimed artist Michael Wm. Kaluta and including a new Introduction by Michael Moorcock, this collection features, along with Elric, such renowned characters as Erekosë, Rackhir the Red Archer, and Count Renark von Bek. Readers will delight in adventures that include “To Rescue Tanelorn . . .,” “Master of Chaos,” “The Singing Citadel,” “The Black Blade’s Song,” and the novella version of “The Eternal Champion.”

Elric: To Rescue Tanelorn is essential reading for every fantasy fan and provides indelible proof–if any was needed–of the genius of Michael Moorcock.

“The most significant UK author of sword and sorcery, a form he has both borrowed from and transformed.”
–The Encyclopedia of Fantasy

[RESUMO]


Ultimamente, tenho tido pouco tempo para ler e para escrever no blog. Já acabei este livro há algum tempo, tendo já lido também o livro fundação de Isaac Asimov.

Sobre a dupla Elric e Moorcock já não há muito a dizer ou expressar o quanto o par me cativa.

Apesar disso, não gostei tanto deste livro como gostei do primeiro. Este livro é uma colectânea de histórias, todas escritas por Moorcock, embora em muitas delas nem sequer aparecer Elric. As histórias estão bem escritas e são interessantes, mas não me catiavam tanto como o último imperador de Melniboné.

Mas foi uma leitura bastante agradável.

[EST]

  • Título original / Título lido: Elric To rescue Tanelorn
  • Autor: Michael Moorcock
  • Ano de publicação original / lido: DELREY 2008
  • Género: Fantasia
  • Págs Original / Lido: 465
  • Nota: 6/10
  • Link: Wikipedia