
Autor: Lance Armstrong com Sally Jenkins
Ano: 2001
Editora: Edições 70
Tradutor: Pedro Bernardo
Páginas: 273
Género: Biografia
Nota: 7 /10
[SINOPSE]
Esta é a história da vida de um dos maiores ciclistas de sempre, Lance Amstrong, da sua batalha contra o cancro e da forma como a doença o transformou e lhe conferiu uma nova perspectiva sobre as coisas que são realmente importantes. É também uma incursão no mundo do ciclismo de alta competição a dureza da modalidade, o sacrifício, a exigência. No fundo, o ciclismo como metáfora de vida. O livro tem um extratexto com inúmeras fotografias da vida do ciclista.
Este é um daqueles livros, que desde que foi escrito sempre me despertou uma enorme vontade de ler. O protagonista é Lance Armstrong, único homem até ao dia de hoje a ganhar o Tour de France por sete vezes, aliado ao feito, o facto de terem sido sete vitórias consecutivas. Para quem sabe o quão difícil é ganhar o Tour, muito devido à competitividade, à dureza, à pressão, às quedas, e sobretudo aos altos e baixos da condição física de um ciclista, sabe que este é um dos maiores feitos de todos os tempos e que coloca Lance Armstong, num patamar desportivo onde figuram muito poucos atletas. Odiado por muitos, amado por muitos outros, é daquelas personalidades que move multidões e enormes paixões. O que muitas pessoas não sabem é que este mesmo Lance, teve um cancro testicular que quase acabou com a sua carreira desportiva e a sua própria vida. Este livro, para além do Lance ciclista, fala sobretudo da sua experiência, traumática, para ultrapassar o cancro. Foi o cancro, e tudo o que passou que o tornou mais leve e delgado e com uma força mental quase inigualável, que fazia com que nas estradas de França fosse praticamente invencível.
Por vezes, quando Lance conta algumas fases dos seu tratamento, até a mim me doía. Um livro em que não se oculta quase nada e no qual por várias vezes ficamos chocados com o realismo e precisão dos tratamentos que lhe eram administrados.
Um grande livro, que vai ser daqueles que vou guardar para sempre, e que apenas não passou para o meu Hall of Fame porque a temática cancro está muito mais presente que a ciclismo.







