
Depois de combinar com o meu grande amigo Simão e de termos encontrado um dia para andar, eis que hoje, logo pela manhã, nos fizemos à estrada para realizarmos um passeio, que eu tinha feito noutra data, por altura da comemoração do segundo aniversário dos felizes proprietários de uma BTT da marca canyon.
Grande parte do percurso foi idealizado pelo grande Osvaldo Oliveira, e é muito por causa dele, que hoje adorei mais uma vez este grande trilho.
Depois de rumarmos a Campo do Gerês, já com algum atraso, devido à montagem de um suporte de bicicleta no carro do Simão, e de termos perdido mais ou menos quarenta minutos na montagem do mesmo, para podermos levar a minha bicicleta para o sítio de partida, a hora de ataque aos trilhos foi por volta das dez e trinta minutos.
A primeira parte do trilho e talvez uma das mais belas é passada em plena floresta da albergaria. As paisagens, o verde e as inúmeras cascatas são um festim para a vista. Pena apenas, este trilho ser melhor para os pedestrianistas do que para os bttistas, em grande parte devido a se ter de andar muitas vezes com a bicicleta pela mão. Uma ponte nova, que não existia da última vez que por lá passei e que tanta ajuda nos deu para passarmos uma queda de água que corria abrupta e furiosa.
Depois de chegarmos à fronteira da Portela do Homem, foi descer para continuarmos por uma subida de alguns kms mas sempre com um bom piso, onde avistámos grandes quantidades de neve nos picos mais altos.
Ao passarmos pela vale glaciar, o primeiro percalço do dia, um pequeno furo, já que o líquido anti-furo evitou que tivesse que mudar a câmara, apesar de ter andado até ao final do passeio com pouca pressão no pneu traseiro.
Também aqui no vale glaciar, avistei pela segunda vez o single track das sombras, mas ainda não foi desta que tive a coragem para o fazer. Visto das alturas, parece ter tanto de espectacular como de perigoso.
Depois de acabar, kms e kms de subida, começa a longa descida até Lobios, primeiro com muita pedra solta, para depois mudar drasticamente, para terra solta com alguma lama.
Ao chegarmos a Lobios, seguimos sempre por estrada até à Portela do homem, apenas parando em RioCaldo para comermos uma sandes espanhola, que mais não é que uma enorme baguete de mais de cinquenta centímetros de pão com recheada com chouriço.
Depois da grande subida até à Portela, mais uma subida que fica na memória para repetir, foi sempre a rolar até ao local onde estava estacionado o carro, e foi aquela boa sensação de um dia muito bem passado.
Obrigado pelo companhia, sempre tão agradável, amigo Simão. Espero, brevemente, pedalar novamente contigo.
1 comentário:
Tú é sempre a pedalar!
Heroes del Silêncio...já não ouvia hà anos. Soube bem o som...
Aquele Abraço
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