
Autor: Laura Esquivel
Ano: 2006
Editora: Sicidea 2009
Páginas: 159
Género: Romance
Nota: 6 / 10
[SINOPSE]
O trágico e apaixonante romance entre Hernán Cortés e a índia Malinalli (a sua intérprete durante a conquista do império asteca), num livro que nos desvenda o mito fundador da cultura híbrida do Novo Mundo e nos conta uma extraordinária história de amor.
Quando a índia Malinalli conhece Cortés, assume que se trata do próprio deus Quetzalcóatl, que regressa para libertar o seu povo. Os dois apaixonam-se loucamente, mas esse amor será destruído pela desmedida sede de conquista, poder e riqueza de Cortés, um dos mais importantes conquistadores espanhóis. Audaz e engenhoso numa época de grandes heróis, Cortés foi o único que chegou a conhecer a fundo os indígenas americanos. O grande valor estratégico de Malinalli, sua tradutora e intérprete, converteu-a numa personagem-chave na colonização da América e nas relações entre a coroa espanhola e os diferentes povos indígenas. A história do México acabaria por reservar a Malinalli outro papel, o de traidora do seu próprio povo, mas as investigações históricas recentes mostram que foi a mediadora entre duas culturas, a hispânica e a nativa americana, e entre duas línguas, o espanhol e o náhuatl.
Com a queda do império Asteca como pano de fundo, Laura Esquível desafia a mitologia tradicional através do retrato apaixonado do Adão e da Eva da cultura mestiça: Cortés e Malinalli
[OPINIÃO]A malinche é um livro que nos conta a história passional de Hernán Cortés e Malinalli, um explorador espanhol e uma índia, e os vários acontecimentos bélicos e amorosos, desde que Cortés chegou ao México - onde se pensou que era o próprio Deus Quetzalcoatl, o que provocou grande medo e reverência por parte dos indígenas, e a sede do capitão espanhol por riqueza e conquista, o que provocou a morte de milhares e a destruição de muitas cidades do império Azteca.
Este livro conta também toda a história da índia Malinalli desde a nascença até à idade adulta o que nos permite conhecer muitos rituais, crenças e medos desta civilização perdida.
A escrita de Laura Esquivel é simples, sem grandes adornos, recorrendo a um vocabulário onde não é preciso estar constantemente a usar o diccionário, o que faz com que o ritmo de leitura seja alto, apenas perturbado pela consulta das notas do autor no final do livro - sorte serem muito poucas e pelos nomes, quer de cidades quer de pessoas, extremamente incómodos de se ler e que me causaram sempre alguma estranheza, derivado em grande parte por ter lido muito poucos livros sobre os azetecas / maias .
As imagens que vão aparecendo no livro, não sei se presentes apenas nesta edição, no meu entender, não o tornam mais rico nem me provocaram nenhuma emoção em especial.
A colecção da revista sábado, aliada ao facto dos livros serem muito baratos, antes um euro e agora um euro e meio, tem-me permitido tomar conhecimento com muitas obras e autores, que de outra maneira nunca compraria e nunca teria o prazer de ler. Apesar de muitas vezes a temática e o enredo não me despertarem o interesse de um livro de FC ou de fantasia e de por vezes, a digestão desses mesmos livros ser mais difícil, mesmo assim, acho que estou no bom caminho para perceber e assimilar os grandes livros reconhecidos mundialmente.
1 comentário:
Olá!
Gostei do seu blog.
Andamos muito de bike em minha familia, e tambem lemos.
Portanto, foi um prazer te visitar.
Abraços,
Aline
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