terça-feira, 28 de abril de 2009

[BTT] - MEIA MARATONA DE ESPOSENDE


  • 55º lugar
  • 2h 02m 51s
  • 45 km
  • 769 m de acumulado

Foi com algum pesar que na minha quinta maratona de Esposende me fiquei pela meia, mais uma vez, como já tinha acontecido em 2007. Para grande azar meu sexta feira fiquei com uma gripe forte que me impediu de sábado estar no contra relógio por equipas e que quase me deixou KO para a maratona de Domingo. Quando acordei, por volta das 7h00 estava decidido a não participar, mas depois de muito pensar e já que tinha de ir buscar o jersey que era oferta, lá me decidi a ir até Esposende para fazer pelo menos a meia maratona.

Chegado ao local, foi levantar o jersey e fazer horas para partir para a maratona.

Nas partidas agora existe um posto de controlo em que todos temos de entrar lá para dentro e esperar pela hora de arrancar. Já passavam quase quinze minutos quando foram dadas as primeiras pedaladas desta maratona com mais de mil e quinhentos participantes.

Como tenho andado pouco no monte e este ano ainda estar com uma forma física muito duvidosa não me preocupei muito com a colocação na partida nem com tentar imprimir um ritmo forte logo desde início. Fui andando para ver como me sentia sem pressas para chegar ao fim.

2009 foi sem dúvida, de todas as minhas participações, aquela em que o percurso e a altimetria eram mais acessíveis. A meia era muito rolante, tendo apenas uma subida média que era feita em asfalto.

Os trilhos também não me cativaram por aí além e os melhores estavam situados perto do rio Neiva, com um single espectacular.

Cortaram a parte carismática desta maratona que era a chegada na zona das dunas da praia que era um verdadeiro calvário para todos os que já vinham com muitos kms nas pernas.

Quanto aos abastecimentos, não parei porque não achei necessário, por isso não me posso pronunciar. Almoçar também não almocei porque queria mesmo é vir para casa descansar.

Para o ano conto estar novamente nesta grande maratona aqui no zona Norte. Agora segue-se Portalegre, à partida para tentar os cem kms sem preocupações de tempos.

domingo, 26 de abril de 2009

[LIVRO] - O FESTIM DOS CORVOS - GEORGE MARTIN





Autor: George Martin
Ano: 2005
Editora: SDE 2009
Tradutor: Jorge Candeias
Páginas: 448
Género: Fantasia

Nota: 8 / 10





[SINOPSE]

Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crónicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores.
Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real. Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos.
Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo...

[CRÍTICA]

Comecei a ler este livro, praticamente, no dia em que ele me chegou a casa. Martin é um autor que não me deixa indiferente e pelo qual tenho grande admiração. Pena é, que já só falte um volume traduzido, que será publicado ainda este ano, para depois, termos de esperar, espero que não eternamente, pela continuação da saga.

Muito foi dito e falado sobre este livro, que não era tão bom como os outros, que fazia uma pausa, na história, que era mais introspectivo e de facto, tudo isso, está muito patente nele. Apesar de não ser o melhor livro da saga, apesar de não ter a torrente habitual de acção e drama tão habituais em Martin, mesmo assim, trata-se de uma grande livro e de uma leitura extremamente satisfatória. Para mim, talvez até seja o pior livro da saga até agora, mas o pior de Martin é muito bom e muito melhor que muitos outros livros que por aí andam intitulados de boas leituras.

É um livro atento aos pormenores e às pequenas questões dos diferentes reinos. É um livro, em que muitos dos personagens principais, pelos quais nutrimos ódios e paixões, nem sequer aparecem ou então aparecem muito pouco como actores secundários de uma trama onde os protagonistas são outros. É um livro, denso, em que o autor, com a sua escrita nos continua a maravilhar e nos transporta para um mundo irreal e nos faz começar a idolatrar outros personagens.

Só me falta esperar que saia o próximo volume e rezar para que Martin continue a escrever volumes para esta aventura épica, porque quando acabar quero ler tudo de novo e estar ainda mais atento a todos os pormenores de uma obra brutal.

domingo, 19 de abril de 2009

[LIVRO] - BRISINGR - CHRISTOPHER PAOLINI




Autor: Christopher Paolini
Ano: 2008
Editora: Gailivro 2008
Tradutor: Leonor Marques
Páginas: 812
Género: Fantasia

Nota: 7/10





[SINOPSE]

Na sequência da batalha colossal nas Planícies Flamejantes contra os guerreiros do Império, Eragon e o seu Dragão, Saphira, escapam com dificuldade. No entanto, o Cavaleiro e o Dragão ainda terão de se deparar com inúmeros desafios… Eragon vê-se enredado numa série de promessas que poderá não conseguir cumprir. O juramento ao seu primo, Roran, no sentido de o ajudar a resgatar a sua amada Katrina das garras de Galbatorix. Todavia, Eragon deve lealdade a outros também. Os Varden precisam desesperadamente dos seus talentos e da sua força, tal como os Elfos e os Anões. E, logo que a inquietação assalta os rebeldes e o perigo espreita em cada esquina, Eragon terá de fazer escolhas que o levarão a atravessar o Império, viajando muito além. Escolhas que o poderão submeter a sacrifícios inimagináveis… Eragon é a grande esperança para libertar o reino da tirania. Conseguirá este rapaz, outrora um simples camponês, unir as forças rebeldes e assim derrotar o rei?

[CRÍTICA]

Este era para ser o desfecho da trilogia da herança, iniciada com Eragorn e Eldest. Entretanto e, enquanto escrevia este livro Paolini decidiu que a trilogia passaria a ciclo da herança e que a mesma teria pelo menos, mais um livro, que o autor espera que seja o melhor e mais bem conseguido de toda a obra.

Brisingr, é por isso, um livro com um ritmo mais lento e pausado, em que existe uma maior perda de tempo com as personagens e com as suas acções. Eragorn e Saphira continuam a ser os personagens principais dos diferentes capítulos, mas o primo de Eragorn, Roran, também tem um papel fundamental em toda a história. Apesar de ser um livro, mais massudo e difícil de ler, com mais paragens e mais descrições, por vezes, algumas delas até irritantes, continua a ser um bom livro em que o passar das páginas é natural e fluído. Nesta terceiro livro da saga, não existem acontecimentos que precipitem a mesma para um fim abrupto, ou seja, se Paolini, quiser, ainda poderíamos ter mais alguns livros. Mas penso que esse não será o desejo do autor, o que, em si, será um grande desafio para o autor que já encantou milhões de leitores por todo o mundo.

Eu cá espero, ansioso, pelo último livro e desenlace desta história.

domingo, 12 de abril de 2009

[LIVRO] - SANGUE NA PISCINA - AGATHA CHRISTIE



Autor: Agatha Christie
Ano: 1946
Editora: RBA Coleccionables 2008
Tradutor: Isabel Alves
Páginas: 259
Género: Policial

Nota: 7/10





[SINOPSE]

Lady Angkatell, intrigada pela mente criminosa, convida Hercule Poirot para uma festa de fim-de-semana na sua propriedade. Ao chegar a The Hollow, o detective belga depara-se com uma elaborada cena preparada para o seu divertimento – um médico encontra-se deitado numa poça de tinta vermelha, a sua tímida mulher encontra-se junto do corpo com uma arma enquanto os outros convidados parecem convenientemente chocados. Mas isto não é nenhuma charada. A tinta é sangue e o cadáver é real, transformando um agradável fim-de-semana num dos mais desconcertantes casos de Poirot.

Sangue na Piscina (The Hollow) foi originalmente publicado na Grã-Bretanha em 1946. A edição norte-americana saiu no mesmo ano sob o título Murder After Hours. Em 1951 estrearia nos palcos londrinos a peça baseada neste mesmo livro, adaptada por Agatha Christie. Foi também transposta para a televisão em 2003, contando com David Suchet no papel de Poirot.

[CRÍTICA]

Este, é dos melhores livros que li de Agatha Christie, até agora.

Um homem aparece morto ao lado de uma piscina, e a sua mulher tem uma arma empunhada, com a qual aparentemente o matou, numa cena que parece ter sido montada para a chegada de Hercule Poirot, a uma quinta, para a qual foi convidado a almoçar.

Poirot desta vez tem um papel um bocado à parte do desenlace do crime e do livro, apesar de com toda a sua perícia e inteligência
, ir revelando alguns dos acontecimentos que aconteceram. A maior parte do livro e do desenlace do mesmo é protagonizado pelos vários convidados e moradores da quinta onde esta história se passa, e são eles que nos vão contando o que se passou.

Bom livro.

[LIVRO] - VONTADE DE VENCER - LANCE ARMSTRONG


Autor: Lance Armstrong com Sally Jenkins
Ano: 2001
Editora: Edições 70
Tradutor: Pedro Bernardo
Páginas: 273
Género: Biografia

Nota: 7 /10





[SINOPSE]

Esta é a história da vida de um dos maiores ciclistas de sempre, Lance Amstrong, da sua batalha contra o cancro e da forma como a doença o transformou e lhe conferiu uma nova perspectiva sobre as coisas que são realmente importantes. É também uma incursão no mundo do ciclismo de alta competição a dureza da modalidade, o sacrifício, a exigência. No fundo, o ciclismo como metáfora de vida. O livro tem um extratexto com inúmeras fotografias da vida do ciclista.

[CRÍTICA]

Este é um daqueles livros, que desde que foi escrito sempre me despertou uma enorme vontade de ler. O protagonista é Lance Armstrong, único homem até ao dia de hoje a ganhar o Tour de France por sete vezes, aliado ao feito, o facto de terem sido sete vitórias consecutivas. Para quem sabe o quão difícil é ganhar o Tour, muito devido à competitividade, à dureza, à pressão, às quedas, e sobretudo aos altos e baixos da condição física de um ciclista, sabe que este é um dos maiores feitos de todos os tempos e que coloca Lance Armstong, num patamar desportivo onde figuram muito poucos atletas. Odiado por muitos, amado por muitos outros, é daquelas personalidades que move multidões e enormes paixões. O que muitas pessoas não sabem é que este mesmo Lance, teve um cancro testicular que quase acabou com a sua carreira desportiva e a sua própria vida. Este livro, para além do Lance ciclista, fala sobretudo da sua experiência, traumática, para ultrapassar o cancro. Foi o cancro, e tudo o que passou que o tornou mais leve e delgado e com uma força mental quase inigualável, que fazia com que nas estradas de França fosse praticamente invencível.

Por vezes, quando Lance conta algumas fases dos seu tratamento, até a mim me doía. Um livro em que não se oculta quase nada e no qual por várias vezes ficamos chocados com o realismo e precisão dos tratamentos que lhe eram administrados.

Um grande livro, que vai ser daqueles que vou guardar para sempre, e que apenas não passou para o meu Hall of Fame porque a temática cancro está muito mais presente que a ciclismo.

[LIVRO] - MORTE NAS NUVENS - AGATHA CHRISTIE


Autor: Agatha Christie
Ano: 1935
Editora: RBA Coleccionables 2008
Tradutor: Luísa Feijó
Páginas: 217
Género: Policial

Nota: 6/10





[SINOPSE]

O assento nº 9 dava a Hercule Poirot a localização perfeita para observar seus companheiros de voo. À direita, ele podia ver uma bela jovem, visivelmente apaixonada pelo homem a seu lado. Mais adiante, o assento nº 13 era ocupado por uma condessa que mal disfarçava o vício da cocaína. Do outro lado do corredor, no assento nº 8, sentava-se um escritor de contos policiais, às voltas com uma vespa impertinente. O que Poirot ainda não tinha percebido era que atrás dele, no assento nº 2, estava caído o corpo sem vida de uma mulher. Para os passageiros que vinham de Le Bourget, o breve voo do Prometeu sobre o canal da Mancha prometia ser tudo, menos uma viagem de rotina.

[CRÍTICA]

Mais um livro da rainha do mistério e do policial, que em cada história, consegue sempre, cativar e surpreender o leitor. Mais um crime, desta vez a bordo de um avião, praticado perante os olhares atentos dos demais passageiros. Hercule Poirot, tem de solucionar este mistério, porque desta vez, é ele o principal suspeito.
Muitas voltas e reviravoltas como é timbre da escrita de Agatha Christie.

quinta-feira, 19 de março de 2009

[LIVRO] - AS CIDADES INVISÍVEIS - ITALO CALVINO


[SINOPSE]

«Nada garante que Kublai Kan acredite em tudo o que diz Marco Polo ao descrever-lhe as cidades que visitou nas suas missões, mas a verdade é que o imperador dos tártaros continua a ouvir o jovem veneziano com maior atenção e curiosidade que qualquer outro enviado seu ou explorador... Só nos relatos de Marco Polo, Kublai Kan conseguia discernir, através das muralhas e das torres destinadas a ruir, a filigrana de um desenho tão fino que escapasse ao roer das térmitas.»

[RESUMO]
Peguei neste livro por escolha aleatória. Comecei a ler e só parei quando folheei a última página. É um livro pequeno e que se lê muito bem. Mas só isso, foi um livro em que não consegui entrar na história e em que muitas vezes dava comigo a divagar por outras paragens que não as que estavam no livro.

Não sei porquê este livro não me cativou. A escrita de Calvino é boa, sem dúvida, e as suas descrições também nos levam a imaginar um mundo de fantasia como o que é criado por Marco Polo para o rei que o ouve atentamente e que constantemente lhe lança novos desafios.

[EST]
  • Título original / Título lido: As cidades invisíveis / Le cittá invisibile
  • Autor: Italo Calvino
  • Ano de publicação original / lido: The estate of Italo Calvino1972 / Sicidea 2009
  • Género: Novela
  • Págs Original / Lido: 178
  • Nota: 5 /10
  • Link: Wikipedia