
- 328º lugar
- 6h 11m 51s
- 101 km
- 2700 m de acumulado anunciado pela organização
Foi no fim de semana anterior que me desloquei para Portalegre, a Meca das maratonas em Portugal e lugar de comunhão de mais de três mil e duzentos participantes na maior maratona realizada em território luso.
Apesar de no ano transacto, não ter achado que esta maratona fosse assim tão especial e não entendi muito bem o que levava mais de três mil bttistas a esgotar em apenas dois dias todas as vagas existentes.
Este ano, depois de na sexta ter realizado quase cento e cinquenta quilómetros foi com alegria que cheguei a Portalegre e que constatei que estava muito menos gente e a cidade estava muito menos movimentada, sinal evidente de que o grosso dos participantes apenas chegaria no dia do evento e que a maioria seria dos arredores menos distantes de Portalegre. A crise também já chegou ao BTT.
De noite, foi montar a tenda, num campo de futebol já para o efeito e esperar calmamente pelo dia seguinte.
Sábado chegou e desde logo deu para ver que seria um dia muito quente e seco.
Perto das 8h15 lá me desloquei para a zona de partida onde já estavam alinhados mais de mil participantes, bem mais, talvez.
Às 9h00 deu-se o arranque do evento e eu lá parti, com calma e sem pressas para o objectivo de completar mais uma maratona, de preferência ileso e com um sorriso nos lábios.
A maratona correu bem até aos setenta kms em que seguia com uma média de quase dezanove kms, a partir de aí e já em plena subida rebentei e andei a pé cerca de uma hora já que o traseiro estava a arder e mal me conseguia sentar.
Depois foi penar até acabar, sempre em quebra, muito devido à falta de treino em monte.
Apesar de esta maratona não ser claramente o meu estilo e para a qual, sem dúvida, a melhor escolha é uma dupla suspensão espero para o ano voltar para ficar bem mais à frente na classificação e para adorar os trilhos como aconteceu este ano.
Aqui fica por pontos o que melhor se passou por lá e o pior, que foi muito pouco.
O melhor:
- A gente de Portalegre - a dar colorido e a incentivar todos os participantes nesta grande maratona. É sem dúvida um grande evento para esta cidade.
- Os trilhos - excelentes, o percurso para mim estava muito melhor que o ano passado, a que muito se deveu este ano ter havido mais chuva antes da maratona. Muitos single tracks, descidas com muita pedra e aquele última subida à serra de São Mamede, interminável, com doze kms e uma das subidas mais duras que já fiz.
- A dureza do percurso - pedra, pedra e mais pedra fazem desta maratona uma das mais duras que por aí se fazem.
- O almoço - estava bom, mas a sopa estava divina. Sopa de cação é mesmo muito boa.
- As marcações - com a quantidade de gente nos trilhos é quase impossível andar perdido mas estas marcações estavam fabulásticas, do melhor que já vi por aí.
- As lembranças - um jersey com muita qualidade, umas luvas porreiras Berg e uma t-shirt da Sport Zone à maneira.
- O empeno - enorme, gigante, fruto da loucura de sábado ter andado tanto e de esta não ser uma maratona que me favoreça, muito graças a trilhos técnicos e com muita pedra. Na última hora mal me conseguia sentar no selim e fiz a subida ao Everest quase toda a pé.
- Os abastecimentos - alguns adoraram, eu não achei grande coisa. Fruta, barras e água, em quase todos não é nada de especial. Acho que faltava algo mais pesado, tipo sandes ou bolos, que é o que o organismo pede num esforço como estes.
- Os banhos - de água fria. O meu foi daqueles banhos muito mal tomados para fugir à água gelada.
1 comentário:
Deixa a bicicleta e vamos ver Faith no More ao sudoeste...pronto...podemos ir até lá de "bike"...mas vamos!
Abraço
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