Autor: Vladimi Nabokov
Ano: 1955
Editora: SICIDEA 2009
Tradutor: Fernanda Pinto Rodrigues
Páginas: 279
Género: Romance
Nota: 7 / 10
[SINOPSE]
Este é um dos romances mais célebres de todos os tempos. É também uma aventura intelectual que não deixa ninguém indiferente, um relato apaixonado de uma sensualidade alucinada, uma autópsia implacável do modo de vida americano. De um lado, um homem de meia-idade, obsessivo e cínico. De outro, uma garota de doze anos, perversamente ingénua. A química se faz e dá origem a uma obra-prima da literatura do nosso século. 'Lolita' é chocante, desafia tabus, escandaliza. O livro foi incorporado ao imaginário colectivo da modernidade, e até o nome da personagem tornou-se um substantivo corrente, provas do alcance e da genialidade do autor.
[OPINIÃO]
Li este livro, para grande sorte minha, na iniciativa do fórum http://estante-de-livros.pt.vu/, mais precisamente, numa leitura conjunta a realizar em quatro partes. Basicamente escolhe-se um livro e depois as pessoas vão lendo e vão analisando o que vão lendo, criticando, opinando, esclarecendo, debatendo ideias e pontos de vista que tornam a leitura mais enriquecedora e mais duradoura . Gostei muito desta nova experiência e espero voltar a repetir.
Primeiro de tudo, este foi um livro que fui lendo em segundo plano, ou seja, fui alternando, primeiramente com Brisingr e depois com o festim dos corvos de Martin. A isto, muito se deveu, o facto de por cada semana o objectivo e muito bem, da leitura conjunta serem aproximadamente as sessenta páginas.
Trata-se de um livro, que ficou marcado na literatura do século vinte. A temática principal é a adoração e posterior consumação, de uma amor e de uma obsessão, de um homem Humbert Humbert de meia idade por uma menina, Dolores Haze de doze anos. Mas a maneira como o autor expõe este amor e todas as peripécias decorrentes do mesmo, está muito bem conseguida e a narrativa, por vezes, faz-nos questionar e pensar, que Humbert Humbert é Nabokov, já que o realismo e a minúncia da maneira de pensar de Humbert estão, deveras, emlpolgantes e realistas, ao ponto de pensarmos que só alguém que passou por uma situação idêntica pode escrever tão bem e tão pormenorizadamente. Por isso mesmo, Nabokov, escreve no posfácio, algo para que as pessoas possam compreender e aceitar melhor este livro que mesmo hoje em dia é polémico, o que não seria e a quantidade de tinta que não fez correr na altura.
Este livro, por se tratar de uma grande obra, não é fácil de ler. É daqueles que por vezes até apetece parar mas depois daquele pequeno esforço para continuar é daqueles que vai perdurar por muito tempo. A escrita de Nabokov, também não é fácil, com muitas palavras sofisticadas, e em que predomina, muitas vezes a maneira de ser egocêntrica e superior que Nabokov sempre foi cultivando ao longo da sua vida.
Um grande livro, um ícone de uma geração, altamente recomendável para todas as pessoas que gostam de ler.
2 comentários:
Ainda bem que gostaste da experiência :)
Eu ainda estou na última parte da leitura, mas para já estou a achar excelente :)
Posso dizer que adorei. Só não escrevi mais porque não tenho tido quase tempo nenhum, nem para escrever aqui. O livro também está excelente. Era uma obra enorme que ia ficar para trás se não fosse o fórum. Fico à espera do próximo desafio e de uma obra dentro da colecção Sábado.
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